2008-08-14 15:34:07 em Nenhuma por Nuno Barreto
Hoje tive mais uma vez vergonha dos portugueses. Não, não estou a falar dos atletas que estão a competir nos jogos olímpicos. Estou a falar dos que criticam os atletas por tudo e por nada. Eis algumas das pérolas:

1- "Quando se quer e se é realmente bom (não é o caso da maioria dos nossos atletas, que parecese que vão passar férias)"
2- "quando os atletas portugueses tiverem a humildade suficiente ai[sic] sim começam a ganhar medalhas"

Estes são tirados de um só artigo, mas são apenas um exemplo do que se diz por tudo o que é comentários dos jogos olímpicos. É triste, e reflecte uma das características portuguesas que mais detesto: A crítica dos outros a torto e a direito. Das suas capacidades, mas também das atitudes, e até dos resultados. Primeiro é porque são uma porcaria. Se não são uma porcaria, têm falta de humildade, ou não se esforçam o suficiente. Se consegue a medalha de bronze ou de prata, é um falhado porque não conseguiu a de ouro. Se ganhou a de ouro, teve sorte.

Este tipo de comentários vem de pessoas invejosas e mesquinhas. Quem faz esse tipo de comentários sente-se mal com o sucesso dos outros. Sente-se tão mal, que tem de deitar abaixo esse sucesso, porque o sucesso dos outros só faz lembrar o falhanço que essas pessoas são. Não estão nem perto de conseguir fazer o mesmo que os outros, e ainda se dão ao luxo de criticar quem sabe.

O argumento a que acho mais graça é o de que "estão lá de férias", ou que "já ganham muito por isso não se esforçam". Como se um atleta, qualquer que ele for, não deseje mais ganhar do que todos os supostos adeptos de sofá. Sejam eles jogadores de futebol da selecção, ou atletas dos jogos olímpicos.

O sucesso dos outros não deve ser criticado, deve ser apoiado, elogiado, reconhecido. E sucesso não é só ser o primeiro. Já estar nos Jogos Olímpicos é um grande sucesso, milhões tentaram e não conseguiram. Qualquer que seja o resultado é bom. Ao menos que haja o mínimo de respeito.
2008-08-05 15:22:30 em Tecnologia | Fotografia por Nuno Barreto
Desde que tenho o iMac que tenho estado a experimentar programas de tratamento de fotos. Antes usava o iView Media Pro principalmente porque era o único que o meu iBook G4 conseguia correr sem congelar. É muito bom em termos de organização das fotos, mas deixa muito a desejar no tratamento de fotos RAW. Talvez a nova versão (agora que foi comprada pela Microsoft é Microsoft Expression Media) seja melhor, mas eu tenho microsoftofobia, por isso desisti dessa opção de imediato. Para já tenho estado a testar 3 aplicações:

Apple Aperture 2

O Aperture até agora está a ganhar por uma razão muito simples: Facilidade de utilização. O que mais gosto é a possibilidade de edição em fullscreen, e a facilidade com que passo de umas fotos para outras.

Em termos de features está muito ao nível dos outros, embora se possa dizer que alguns filtros não estão tão bons (como por exemplo o de limpeza de ruído). Só existe para Mac OS X, o que é uma limitação para muitos utilizadores.

O grande problema nele até agora é o peso em termos de memória. Quando o pus a importar várias pastas ao mesmo tempo, ele conseguiu praticamente congelar o meu iMac (na altura com 2Gb de ram, agora já tem 4Gb). Mas na utilização normal (importar as últimas fotos que tirei, tratá-las, etc) porta-se bem mesmo com 2Gb.

Adobe Lightroom 2

O Lightroom é mais leve que o Aperture. Os tais 2Gb chegam e sobram. Alguns dos filtros são melhores que os do Aperture, mas nada que influencie verdadeiramente o que eu costumo fazer. Tem ainda a vantagem de funcionar em Windows, e ter uma integração melhor com o Photoshop.

O que eu não gosto tanto nele é o interface. É bom, mas o do Aperture é melhor, principalmente graças ao fullscreen (embora isto seja sempre um bocado subjectivo).

Nikon Capture NX 2

Visto que a minha máquina é uma Nikon, o Capture NX é o que consegue resultados com melhor qualidade. Estamos a falar de pormenores, mas vistos à lupa, é o melhor a converter os ficheiros RAW da Nikon (percebe-se porquê). Além disso dispõe de uma tecnologia chamada U Point, que permite o tratamento localizado de determinadas áreas da imagem de uma forma mais fácil (O Dodge & Burn do Aperture e do Lightroom podem fazer o mesmo, mas dão mais trabalho, não é bem a mesma coisa). É verdade que há plugins com a tecnologia U Point para Aperture e para Lightroom, mas pagam-se bem caro. Além disso, é bastante leve em termos de memória.

O problema para mim é o interface. Não é mau, mas também não é bom. É assim assim. Consigo fazer tudo muito mais rápido com os outros dois programas. E se é verdade que o Capture NX permite um resultado final melhor (embora pouco visível), também é verdade que é muito mais demorado chegar a esse resultado.

Conclusão (para já)

Ainda estou a testar todas as aplicações, e estou a pôr algum esforço na aprendizagem do Capture NX para ver se as limitações de facilidade de utilização desaparecem. Mas para já, a escolha é o Aperture. Pode não ter os melhores filtros ou não ser o melhor conversor dos ficheiros RAW, mas no fim das contas, as diferenças de qualidade de imagem são mínimas (pelo menos para mim), e a facilidade de utilização acaba por ter um peso muito grande para mim. Não quero passar o dobro ou o triplo do tempo a tratar as minhas fotos só para ter um ganho mínimo na qualidade final.

E vocês? O que andam a usar? E porquê?
2008-08-05 13:55:12 em Tecnologia por Nuno Barreto
Hoje "finalmente" recebi um convite para o StarTracker. Iupi. Não cabo em mim de contente...

Ironias à parte, o site é mesmo muito mau. Além de ser uma cópia do linkedin em tecnologia inferior (como se pode ver pelo erro com que me disse bom dia: ADODB.Recordset error '800a0cc1' Item cannot be found in the collection corresponding to the requested name or ordinal. /Default.asp, line 169) e com um design horrível (o lilás faz doer os olhos), o que é que tem de novo? É uma cena para portugueses escrita em inglês, e onde a maioria das pessoas que conheço que estão lá não cumprem os supostos requisitos (a violação mais flagrante é o terem trabalhado pelo menos 6 meses no estrangeiro, a única pessoa lá que conheço que cumpre esse requisito sou eu).

Mas pronto, tem tudo a haver com o ser português. Fazer parte de um suposto grupo restrito onde só supostos verdadeiros talentos podem estar (mas onde pelos vistos todos estão). É tudo uma questão de ego e de imagem, de se sentir especial. E no fundo uma mera técnica de marketing da Jason Associates, que ganha imagem, e poupa na busca de recursos. Bem jogado da parte deles. Mas quanto a mim, não me façam perder tempo com sites de brincar às mega-empresas. Esse paradigma já morreu.
2008-08-01 21:32:08 em Tecnologia por Nuno Barreto
Gosto mesmo muito do meu iMac 24", mas tem um defeito: O ecrã é demasiado luminoso. À noite, mesmo com a luminosidade no mínimo, é demais. Ainda pensei que tivesse a ver com o facto de a minha acuidade visual nocturna ser muito acima da média, mas hoje a pesquisar na net vi que não sou o único a me queixar.

Felizmente há solução. Acabei de instalar o DarkAdapted, que me permite baixar a luminosidade do ecrã mais do que o Mac OS X, e que ainda permite algumas outras opções, como manter só a cor vermelha (para quem não sabe, o vermelho não diminui a capacidade de ver à noite). Agora os meus olhos já podem descansar...
2008-07-31 11:30:54 em Nenhuma por Nuno Barreto
32 anos. Sinto que tenho muitas razões para me sentir agradecido e reconhecido por tudo o que a vida tem sido para mim, e principalmente pelas pessoas que fazem parte da minha vida. Obrigado a todos :)
2008-07-28 10:10:45 em Tecnologia por Nuno Barreto
O meu novo iMac é lindo, obrigado Paula pelo teu presente :)

Era o item que estava em primeiro lugar da minha lista, e recebi-o no sábado. Foi uns dias antes do meu aniversário por razões logísticas, mas eu não me queixo :)

Vem substituir o meu já velhinho iBook G4 (já vai em 4 anos e meio), que ainda se portava mais ou menos, mas que já não me permitia tratar as fotos como deve de ser. A diferença de velocidade em relação ao novo é abismal, não tem comparação possível. Só perco em portabilidade.

Porque é que decidi perder a portabilidade? Bom, pelo mesmo preço que custa um portátil à maneira (leia-se MacBook Pro), pode-se comprar um iMac bastante melhor, e ainda sobra para comprar uma outra solução verdadeiramente portátil, como por exemplo um dos novos netbooks (acer aspire one, etc). Bom, mesmo era a Apple lançar um tablet com 8", ainda tenho esperanças...
2008-07-24 12:31:17 em Natureza | Fotografia por Nuno Barreto
Platycnemis pennipes
Recentemente fui a uma zona húmida perto de Sionnet com a intenção de fotografar donzelinhas. As Donzelinhas são da mesma Ordem que as libelinhas, e têm bastantes características em comum, mas são muito mais pequenas (a maioria tem menos de 4cm de comprimento), têm os olhos mais afastados, e quando pousadas as asas ficam praticamente paralelas ao corpo.

Ischnura elegansSympecma fusca (?)

Devido ao seu pequeno tamanho, só os mais atentos conseguem reparar na sua existência, apesar das cores vivas da maioria das espécies. Encontram-se na maioria dos sítios onde existem águas não muito profundas, despoluídas, e ricas em vegetação. Normalmente são encontradas na vegetação perto da beira da água.

Calopteryx haemorrhoidalisIschnura elegans

Assim como as libelinhas, as donzelinhas são exímias caçadoras de insectos, apanhando-os muitas vezes em pleno voo. Têm um ciclo metamórfico com uma fase larvar aquática. Colocam ovos na água, de onde saem as ninfas. As ninfas são também carnívoras, e alimentam-se de larvas de outros insectos e outros pequenos animais aquáticos. Após várias fases de crescimento, a ninfa sobe a vegetação para fora de água, e a donzelinha emerge deixando para trás uma casca.

Para mim são os insectos que me dão mais gozo encontrar e fotografar.
2008-07-23 17:00:06 em Nenhuma por Nuno Barreto
Como a maioria dos meus leitores sabem, em Novembro emigrei para a Suíça. Na altura não foi para fugir da crise, foi mais por um conjunto de factores que conspiraram nesse sentido. Mas ultimamente a crise em Portugal tem provocado em mim alguma preocupação, e hoje em especial fui levado a ver os vídeos do Medina Carreira, que é uma pessoa que eu não conhecia bem, mas que se tem tornado bastante popular (Talvez por dizer as coisas como elas são). Talvez por causa dessa crise, os pedidos de informação no meu blog O Emigra têm se multiplicado bastante. É raro o dia que não há alguém que me pede ajuda ou informações.

O que me tem feito pensar um bocado na famosa temática de: "Se o País está mal, tens é de ficar cá e ajudar a desenvolver o País". E que: "Quem Emigra está a ser cobarde". E outros piropos simpáticos que de vez em quando oiço. Por curiosidade, nestes últimos meses esses piropos mudaram para: "Tu é que fazes bem", mas estou a divagar. Falava da emigração e das suas consequências para a melhoria económica da nação.

Nesse aspecto, posso dizer que a melhor coisa que fiz para Portugal, foi emigrar. A sério. Por mais que puxe pela cabeça, não consigo lembrar-me de nada que estivesse a fazer que estivesse a ajudar a situação económica da nação. Trabalhava, pagava os meus impostos (sim, todos), mas não sinto que estivesse a melhorar a economia em nada. Mas pronto, suponho que o simples facto de fazer isso já ajudava de alguma forma, e que se todos o fizessem a economia já melhoraria bastante, mas pronto. Também não era activo na política do País, embora fosse (quase) sempre votar.

Desde que vim para cá, estou a injectar na economia portuguesa muito mais dinheiro do que o que pagava em impostos aí, e quase sem custos para o País. Consigo imaginar que um milhão de pessoas a fazer o mesmo que eu (a não darem despesas ao estado e a injectar muitos milhares de milhões de euros na economia portuguesa) poderiam provocar uma melhoria significativa na economia. São as famosas remessas dos emigrantes.

Por isso, gostava de incentivar um milhão de portugueses a emigrar para um País mais rico. Ajudem o País: Emigrem. Está mais que sabido que o problema de Portugal são os portugueses, por isso, quantos menos houver aí, melhor. Eu já fiz a minha parte, faz tu também a tua.
2008-07-23 16:27:19 em Tecnologia | Natureza por Nuno Barreto
Cientistas portugueses inventaram o primeiro transístor de papel. Uma boa notícia para a investigação científica em Portugal, para a evolução das novas tecnologias, e até para o ambiente.

Os transístores de papel poderão substituir em muitos casos os transístores em silício (e outros), que têm um custo de fabrico muito mais elevado (necessitam de temperaturas na ordem dos 1200º), e que têm um custo muito maior para o ambiente (não só na energia gasta, com correspondente libertação de CO2 para a atmosfera, como também pelo facto de não ser um material facilmente reciclável, ao contrário do papel).

Como se sabe, os transístores são a peça fundamental de construção de todos os dispositivos electrónicos actuais. Segundo o artigo, algumas das possibilidades de utilização são: "ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas." No entanto a fragilidade do papel não permitirá a substituição dos transístores de aparelhos como os computadores.
2008-07-22 22:23:50 em Natureza | Fotografia por Nuno Barreto
Pardal (Passer domesticus)

Esta semana estive no Starbucks, e consegui convencer alguns pardais a pousar na minha mão, mas tive de usar comida. Esta foto segue a tradição de outras que tenho feito ao longo dos tempos.

Cobra de Água Viperina (Natrix maura)Monarch whisperer
2008-07-22 15:23:58 em Tecnologia por Nuno Barreto
O site da SHiFT 2008 já está em pé, e eu já me inscrevi. Para quem não conhece, a SHiFT é uma conferência sobre tecnologias emergentes, e o tema deste ano será "transient technologies", que jargão técnico para o papel e impacto das novas tecnologias na vida das pessoas normais. Se for tão bom como à dois anos, já vai valer a pena. Mas tenho esperanças que seja melhor.

Atenção que o site ainda não funciona muito bem. O flash com as bolinhas psicadélicas fica à frente de tudo, formulários incluídos (uma dica que talvez resolva). E o formulário de inscrição tem um bug que só permite pôr números (o que para uma conferência que se quer internacional, é mau, tem de dar para pôr algo tipo (+41) 123 456 789 ). Já agora, um formulário ou email para sugestões era bem vindo.
2008-07-20 18:16:25 em Tecnologia | Natureza | Fotografia por Nuno Barreto
Fiquei contente por reparar que o Sapo está a destacar o meu fotoblog Fotos da Natureza na homepage. É já a terceira vez que isso acontece. É sempre bom quando vemos o nosso trabalho de alguma forma reconhecido, embora eu sinta que ainda tenho muito a evoluir no que diz respeito à fotografia.
2008-07-20 18:03:31 em Natureza por Nuno Barreto
Acabei de ver a pequena reportagem Aves do Estuário do Tejo mudam hábitos alimentares no site do Público que acho ser bastante interessante. Foi feito com base num estudo da influência da luz artificial nos hábitos das aves estuarias, principalmente as limícolas. Vale a pena ver para quem se interessa pela ornitologia.
2008-07-16 21:26:27 em Natureza | Fotografia por Nuno Barreto
O Mergulhão-de-crista é uma das aves que mais gosto. Não só pela sua beleza, mas também pela suavidade dos seus movimentos. É uma ave elegante, embora de uma forma diferente da Garça-real. Antes de acasalarem, fêmea e macho executam danças nupciais, em que o macho faz mímica dos movimentos da fêmea. É um dos espectáculos mais belos no reino das aves, que se pode ver neste vídeo (com uma luta territorial no fim como bónus):



Recentemente tive a oportunidade de fotografar várias fases diferentes da procriação. A começar pela construção do ninho e incubação dos ovos, e passando depois pela alimentação das crias, que se pode ver neste sequência de fotos:

Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus)Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus)
Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus)

De notar que a primeira foto é de um casal de mergulhões diferente das outras. Surpreendeu-me bastante a proximidade dos barcos em que o ninho foi construído. Em Portugal são muito menos afoitos, mas pelos visto em Genève já se habituaram à presença humana, ao ponto de permanecerem impávidos enquanto o homem lava o barco:

Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus)

Sem dúvida que fotografar aves aqui está a ser muito mais fácil do que era em Portugal. Ainda nem tive oportunidade de usar o camuflado :)
2008-07-16 21:03:24 em Tecnologia | Natureza | Fotografia por Nuno Barreto
Quem esteve atento à minha lista de presentes, deve ter reparado que eu já me ui oferecendo alguns. Nomeadamente um Flash Nikon SB600 e uma lente Sigma 17-70mm f2.8-4.5 DC Macro HSM, que encontrei em segunda mão em óptimas condições. E tanto um como outro já se fizeram valer a pena.

O Flash comprei para as situações em que estou a fotografar animais não muito longe, mas com condições de luz muito más. Escolhi o SB600 porque apesar de mais fraco que o SB800 e o SB900, recarrega mais rápido, o que é importante quando se trata de fotografar animais. A foto que se segue, sem o Flash, não tinha conseguido. É verdade que nota-se que o flash foi usado, pelas cores da foto, o que pode-se dizer que é mau, mas por outro lado é um momento único, em que o pai mergulhão está a alimentar os filhotes no dorso da mãe, e que ficaria perdido na memória. Tem muito valor para mim.

Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus)

Quanto à lente, também se tem portado muito bem. Comprei-a para substituir a Nikon 18-55mm que veio com a Nikon D50, por ser mais versátil e melhor, e de facto cumpriu. Tanto em termos de cor como em termos de Sharpness, aconselho-a bastante. Construção robusta, e grande versatilidade. Não diria que é uma lente excelente (na realidade não há lentes zoom excelentes neste intervalo), mas é muito boa. O motor do autofocus é rápido e silencioso, outra coisa fundamental com animais. Até para fotografias quase macro desenrasca bem, como se pode ver na foto seguinte.

Ladybug

Ontem fotografei algumas libélulas com o flash e a lente que também saíram bastante bem, mas ainda não deu para pôr no flickr. A lente falhou-me um bocadinho a focar automaticamente nas ditas libélulas, mas estamos a falar de libélulas de 3-4 cm de comprimento e super fininhas, por isso compreende-se (deve ser mais da máquina que da lente).
2008-07-16 20:39:44 em Nenhuma por Nuno Barreto


Como utilizador de óculos, não podia deixar de pôr isto no blog! Esta foi aquela com que me identifiquei mais, mas vejam mais em Did U Hear That, há para (quase) todos os gostos.

(via Bruno)
2008-07-16 11:16:07 em Tecnologia | Natureza por Nuno Barreto
Este fim de semana estive na barragem de Verbois, a principal produtora de energia no Cantão de Genève. É também lá que se encontra a central foto voltaica, assim como a central de queima de resíduos urbanos e industriais (de onde também é extraída electricidade). Neste momento o Cantão já utiliza somente energias de fontes renováveis (embora esteja aí incluída a produção da central de queima). Foi muito interessante ver todo o complexo.

Numa altura em que o petróleo está cada vez mais caro, e ao que tudo indica, quando se chegou ao limite máximo de produção possível (agora será sempre a piorar), é bom começarem a investir nas energias renováveis. E é com pena que vejo sistematicamente a voltar a ideia da energia nuclear em Portugal.

A energia nuclear não é uma alternativa viável. Não só pelos problemas dos resíduos, mas também porque seria mais uma solução a prazo, visto que as reservas de urânio existentes nas jazidas de todo o mundo só duram mais 30 anos ao ritmo de consumo actual. Portanto daqui a 15 anos o problema voltaria: Aumento do preço do urânio, crise, etc.

A solução está mais que vista, é investir nas energias verdadeiramente renováveis: O sol, o vento, as marés, as correntes oceânicas. E nesse aspecto Portugal está muito bem situado. É um dos países com mais possibilidades de aproveitar todas essas fontes energéticas. Temos bom sol, bom vento, e boas correntes oceânicas. A maiora dos países só tem uma ou duas dessas coisas em qualidade suficiente.

A energia barata do petróleo e do urânio desperta interesse, mas prendermo-nos a esse tipo de energia é levar todo o tempo a investir em soluções de recurso, que não resolvem o problema de fundo, que é estarmos dependentes de recursos finitos, com as consequências económicas e ambientais a longo prazo que essas soluções acarretam.
2008-07-11 20:12:52 em Nenhuma por Nuno Barreto
Este primeiro movimento da sonata "Ao Luar", de Beethoven, é uma das obras que mais gosto.

2008-07-09 14:40:39 em Tecnologia por Nuno Barreto
Já me ri bastante a ler o que põem no peditório online para mudança de planos do iPhone 3G na Vodafone. Aqui ficam umas pérolas:

1. Encontro-me de momento na Suiça, num dos Países mais ricos do mundo, onde o novo iPhone também será lançado pela (mesma!) vodafone (...)

É pá, ele deve estar mesmo cá na Suíça, para não saber que não existe Vodafone cá...

2. Eu preciso de pelo menos 1GB para poder enviar os meus projectos de engenharia

Sim, porque agora ele não tem como os enviar.

3. Condições igual para todos, não queiram afundar mais os pobres!

Pois. É pondo o iPhone barato que vamos resolver a pobreza.

4. Não sei é porque como somos todos da UE e Portugal é um país com salários médios inferiores a Itália, porquê que eles têm mais facilidades e nós não? Sinceramente...

Ou seja, se eu for de um país com nível de vida inferior, o iPhone, como bem essencial que é, deve estar muito mais barato. Eu alinho em criar um País com um PIB per capita de 1€, para podermos comprar todo o tipo de gadjets a 1 cêntimo. Como esta haviam várias.

5. Bem feita seus fanboys de m...!!!! Para perceberem o POS que o iphone é....fanáticos do c..........

Bom, este ainda tem a sua razão :D

6. Quero um tarifário com 100GB por mês, chamadas grátis para qualquer rede e sem qualquer mensalidade para sempre, ou então não compro o telemóvel do Apple.

Mas este ainda tem mais :D

7. Somos pobres em tudo....

Pois é, o índice de pobreza é medido pelo preço dos iPhones.

8. Acho que com estes preços e tarifarios fica mais barato comprar em espanha com contracto e ir la de proposito para telefonar!!

Deve morar perto da fronteira, só pode.
2008-07-09 10:17:30 em Tecnologia por Nuno Barreto
Flicks é uma reportagem sobre pessoas nos Estados Unidos que foram obrigadas a mudar de casa. A história em si é muito interessante, mas não é por isso que quis destacá-la aqui. Quis destacá-la porque acho que é uma peça de reportagem fenomenal, e um sinal daquilo que vai acontecer com a imprensa fotográfica num futuro próximo.

Não só estamos em um período de transição da imprensa tradicional para a imprensa na internet, como estamos numa transição do estático para o dinâmico. O que significa que todo o conteúdo que consumimos vai ser cada vez menos estático (textos e fotos), e cada vez mais dinâmico (vídeo e som). O conteúdo estático não vai desaparecer, mas vai ser integrado no conteúdo dinâmico, e a reportagem acima referida é um exemplo perfeito disso mesmo. Se tiverem paciência, leiam mais sobre isto em The Cloud is Falling.

Mas esta passagem do estático para o dinâmico vai afectar também a forma como eu, e todos os que têm blogs, vão criar conteúdo. É verdade que os comentários adicionam algum dinamismo a um blog, mas a maioria da informação que aqui ponho é essencialmente estática. Fotos e texto. Só muito raramente um vídeozito do youtube (que não é bem a mesma coisa de que estou a falar). Com o passar do tempo, acredito que isso vai mudar na maioria dos blogs. E não estou a falar dos videocasts e dos podcasts, que têm surgido com um sucesso misto. Isso é apenas uma etapa, algo transitório. Após isso virá o conteúdo misto e integrado.

Para que isso aconteça, é necessário duas coisas: Hardware e Software acessível à pessoa comum. Uma nova geração de equipamentos de vídeo e de fotografia já estão a surgir, acessíveis a quase todos, e também podemos já ver algum software que permite a qualquer pessoa fazer uma reportagem como a do Flicks (técnicamente falando, porque talento já é outra coisa). Mas terão de se tornar mais fáceis de usar, mais rápidas de usar. Quando essas ferramentas estiverem criadas, estarão as portas abertas para este novo tipo de conteúdo.

Como em tudo o que envolve futurismo, é difícil prever quanto tempo levará a esse tipo de conteúdo a ganhar massa crítica, mas quando isso acontecer, vai espalhar-se, quase todos vão fazer o mesmo. A melhor forma de perceber um pouco de como isso vai ser, é ver a reportagem Flicks, um exemplo perfeito do que aí vem.
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.